“Dói demais, demais, demais ver a injustiça sendo feita. Com certeza nós vamos recorrer, não vamos aceitar. Porque isso não é Justiça”, disse Laura Albuquerque Corrêa da Costa sobre a decisão que desclassificou o crime de homicídio qualificado contra o casal que atropelou e matou seu filho em 2022.
O universitário Frederico Albuquerque Siqueira Corrêa da Costa, de 21 anos, foi atropelado e morto no dia 2 de setembro daquele ano, em frente a uma distribuidora de bebidas na Avenida Beira Rio, em Cuiabá. O jovem foi arremessado para longe com o impacto da batida e morreu na hora.
Com a nova decisão, os dois réus pelo crime não serão mais julgados por um júri popular. E suas penas, caso condenados, tendem a ser mais baixas.
A pena máxima para homicídio doloso é de 6 a 20 anos de reclusão, podendo ser aumentada para 12 a 30 anos em casos de homicídio doloso qualificado. Já para homicídio culposo a pena varia de 1 a 3 anos de detenção e pode ser aumentada em algumas situações.