
A FIFA anunciou nesta sexta-feira (5) a criação de um painel especial com 16 grandes nomes do futebol mundial para atuar diretamente no combate ao racismo no esporte. Intitulado Players' Voice Panel, o grupo é liderado por George Weah — ex-jogador, vencedor da Bola de Ouro e ex-presidente da Libéria — e conta com estrelas como Didier Drogba, Emmanuel Adebayor e a brasileira Formiga, medalhista olímpica.
A iniciativa reúne atletas e ex-atletas de 14 países, entre homens e mulheres, que irão contribuir com estratégias antirracistas, participar de programas educacionais e sugerir reformas no futebol global.
"Esses 16 membros vão apoiar a educação em todos os níveis do jogo e promover novas ideias para mudanças duradouras", afirmou o presidente da FIFA, Gianni Infantino, em comunicado.
"Eles também vão impulsionar uma mudança na cultura do futebol, garantindo que as medidas contra o racismo deixem de ser apenas discurso e passem a ser efetivamente aplicadas, dentro e fora de campo", finalizou.
Infantino foi enfático ao classificar o racismo como crime e não apenas como uma conduta errada:
"Vamos ser claros: racismo e discriminação não são apenas errados — são crimes. Todo incidente de racismo, seja nos estádios ou nas redes sociais, deve ser punido integralmente, tanto pelo futebol quanto pela sociedade".
A decisão da entidade ocorre semanas após o atacante ganês Antoine Semenyo, do Bournemouth, ser alvo de insultos racistas na partida contra o Liverpool, na rodada de abertura da Premier League. Na ocasião, Infantino afirmou que o painel entraria em contato direto com o jogador.
George Weah, único africano a conquistar a Bola de Ouro, celebrou o convite da FIFA.
"O futebol promove a união, o desenvolvimento e exalta a humanidade. Sempre me esforcei — e continuarei me esforçando — para promover o esporte, porque o futebol é vida. É uma honra servir neste papel".
A FIFA também atualizou recentemente seu Código Disciplinar, elevando o valor máximo de multa por atos racistas para 5 milhões de francos suíços (cerca de R$ 34 milhões). Além disso, foi implementado um protocolo antidiscriminação em três etapas:
George Weah (Libéria)
Emmanuel Adebayor (Togo)
Mercy Akide (Nigéria)
Iván Córdoba (Colômbia)
Didier Drogba (Costa do Marfim)
Khalilou Fadiga (Senegal)
Formiga (Brasil)
Jessica Houara (França)
Maia Jackman (Nova Zelândia)
Sun Jihai (China)
Blaise Matuidi (França)
Aya Miyama (Japão)
Lotta Schelin (Suécia)
Briana Scurry (Estados Unidos)
Mikael Silvestre (França)
Juan Pablo Sorín (Argentina)