O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, negou nessa quarta-feira (10.09) o pedido do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para receber visitas livres de dirigentes e parlamentares do partido. O magistrado afirmou que a prisão domiciliar perderia o sentido de restrição se houvesse acesso irrestrito de pessoas “estranhas à família do réu sem qualquer controle judicial”.
Na solicitação, a defesa de Bolsonaro argumentou que nomes como Valdemar Costa Neto (presidente do PL), Altineu Côrtes (presidente da Câmara), Caroline de Toni (deputada federal) e outros aliados deveriam ter entrada liberada por exercerem papel de liderança política.
Moraes, porém, manteve a regra de que apenas familiares diretos podem visitar o ex-presidente sem autorização prévia. Já os aliados precisarão de autorização específica para cada encontro.
Nesta decisão, o ministro liberou visitas em dias determinados: Carlos Portinho (16/09), Marcos Rogério (17/09), Ubiratan Sanderson (18/09) e Bruno Scheid (19/09). Todos deverão passar por revista antes de entrar na residência.
O ex-presidente está em prisão domiciliar desde 04 de agosto, acusado de envolvimento em tentativa de golpe de Estado. Além das restrições de visitas, Moraes também autorizou que Bolsonaro passe por cirurgia de remoção de lesões na pele no próximo domingo, em hospital particular de Brasília.