A PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Blindagem, também conhecida como PEC das Prerrogativas, foi aprovada na Câmara dos Deputados nesta semana. O texto amplia as proteções legais para parlamentares ao dificultar a prisão e a abertura de processos criminais contra deputados e senadores.
No primeiro turno de votação foram registrados 354 votos a favor e 134 contra. Já na segunda rodada de votações foram 344 a 133.
Durante a votação e após manobra negociada com líderes, a maioria do plenário votou para retomar ao texto o voto secreto na análise de abertura de processos criminais contra parlamentares. O trecho foi reincluído por meio de uma emenda aglutinativa que foi aprovada por 314 votos a 168.
Em quais casos o voto secreto pode ser usado
Segundo a Constituição Federal, a votação sigilosa deve ser usada, após arguição pública, na escolha de:
Atualmente, o Brasil não possui mais nenhum território federal, portanto no caso do Governador de Território, o texto deixa em aberto a possibilidade da criação de um novo.
O professor de direito do Insper, Luiz Fernando Esteves, explica que “o território seria basicamente um espaço territorial delimitado, sob o controle da União. Sem a autonomia que estados e municípios possuem”.
Já o Regimento Interno do Senado Federal indica que o voto secreto deve ser utilizado na eleição da Mesa e nos casos em que o Plenário deverá decretar:
Para o Regimento Interno da Câmara, a votação secreta deve ser aplicada quando houver:
O texto ainda especifica que a modalidade de votação não pode ser implementada em “recursos sobre questão de ordem, projetos de lei periódicos e proposição que vise a alteração de legislação codificada ou disponha sobre leis tributárias em geral, concessão de favores, privilégios ou isenções”.