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R$ 1 bilhão em prejuízo: PF destrói 277 dragas em garimpos ilegais no AM Operação durou 15 dias e termina nesta quarta-feira (24) ao longo do Rio Madeira
R$ 1 bilhão em prejuízo: PF destrói 277 dragas em garimpos ilegais no AM Operação durou 15 dias e termina nesta quarta-feira (24) ao longo do Rio Madeira
24/09/2025 10h47
Por: Redação

A Polícia Federal concluiu nesta quarta-feira (24) a Operação Boiúna, voltada ao combate à mineração ilegal de ouro no leito do Rio Madeira, no Amazonas. A ação começou no dia 10 e destruiu 277 dragas utilizadas no garimpo ilegal na região.

Com esses equipamentos utilizados na extração ilegal de ouro destruídos, a PF estima prejuízo direto de R$ 38 milhões às estruturas criminosas conforme constatado por laudos periciais técnicos.

E um impacto consolidado de R$ 1.086.274.933,20 (um bilhão, oitenta e seis milhões, duzentos e setenta e quatro mil, novecentos e trinta e três reais e vinte centavos) ao crime organizado, considerando:

 

O cálculo é feito com base nos levantamentos técnicos, perícias criminais e cálculos oficiais de impacto econômico e ambiental.

A operação foi realizada sob coordenação do recém-inaugurado Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia (CCPI), e contou com apoio da Força Nacional de Segurança Pública, Polícia Rodoviária Federal, Ministério do Trabalho e Emprego, Ministério Público do Trabalho e CENSIPAM

 
Operação Boiúna, voltada ao combate à mineração ilegal de ouro no leito do Rio Madeira, no Amazonas • Divulgação/Polícia Federal

Análise de DNA

Além das ações repressivas, a operação incluiu medidas sociais e ambientais. Em 18 de setembro, equipes da Polícia Federal visitaram a comunidade ribeirinha de Democracia, em Manicoré, e coletou amostras de cabelo, água e material biológico para análise do impacto do mercúrio sobre a saúde das populações expostas.

Levantamento recente do Greenpeace Brasil identificou mais de 500 balsas de garimpo ilegal operando no Rio Madeira, inclusive em áreas próximas a unidades de conservação e terras indígenas. A região é mapeada pela PF também com uso de drones.