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Deputado destaca que Justiça decidirá futuro de Flávia em VG Deputado afirma confiar na decisão da Justiça
Deputado destaca que Justiça decidirá futuro de Flávia em VG Deputado afirma confiar na decisão da Justiça
01/10/2025 11h54
Por: Redação

“Justiça é Justiça. A gente não sabe. Já dizia um velho ditado popular que mão de juiz, saco de urna e bunda de criança ninguém sabe o que vem”, disse o deputado estadual Júlio Campos (União) ao ser questionado sobre a audiência que pode cassar a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, e o vice Tião da Zaeli, ambos PL.

A Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), que apura suposto abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação, tramita sob segredo de Justiça na 20ª Zona Eleitoral. A sessão de audiência está marcada para esta quinta-feira (02.10), às 13h30, no Fórum de Várzea Grande, com possibilidade de participação híbrida pela plataforma Microsoft Teams.

 

Campos disse acreditar que o Judiciário analisará o caso com serenidade. “O juiz titular se licenciou e um novo magistrado, juiz eleitoral, José Mauro Nagib Jorge, assumiu a vara. Ele resolveu colocar o processo em pauta e vai julgar de acordo com sua consciência e com os fatos apurados”, declarou.

O parlamentar disse não ter conhecimento detalhado do processo, mas ressaltou que as acusações envolvem supostas fake news na eleição passada. “O Tribunal Superior Eleitoral já confirmou multa aplicada à candidata do PL. Agora caberá ao juiz local dar encaminhamento ao processo”, observou.

Questionado sobre uma eventual cassação, Júlio Campos lembrou que o município acumula histórico de prefeitos afastados. “Se, Deus o livre, ocorrer nova cassação, a cidade já tem um histórico complicado. Desde 1949, quando o primeiro prefeito eleito, Miguel Leite da Costa, foi cassado, outros gestores também perderam o cargo, como Murilo Domingos e Wallace Guimarães. Isso gera descontinuidade e prejudica o município”, afirmou.

Apesar disso, ele disse acreditar que Flávia Moretti está “bem assessorada juridicamente” e reforçou que caberá ao tribunal decidir o futuro do mandato. Se a Justiça confirmar a cassação, a lei prevê nova eleição em até 60 dias.