Quarta, 26 de Agosto de 2026

PF registra confronto com garimpeiros ligados ao CV Em menos de uma semana, foram três confrontos na região

PF registra confronto com garimpeiros ligados ao CV Em menos de uma semana, foram três confrontos na região

02/10/2025 às 11h01
Por: Redação
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PF registra confronto com garimpeiros ligados ao CV Em menos de uma semana, foram três confrontos na região

Câmeras corporais de agentes da Polícia Federal (PF) registraram os momentos de um dos confrontos contra garimpeiros ilegais ligados à facção criminosa Comando Vermelho (CV) na Terra Indígena Sararé, em Pontes e Lacerda, a 444 km de Cuiabá. Em menos de uma semana, foram três confrontos na região.

No vídeo é possível ouvir um policial dizendo ao restante da equipe: "Respira. Respira. O pior já passou".

As ações integram operação da PF em conjunto com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Polícia Civil (PJC) e o Grupo Especial de Segurança de Fronteira (Gefron), com objetivo de combater crimes de desmatamento ilegal, garimpo clandestino, comércio ilícito de ouro, porte de armas e explosivos e atuação de organização criminosa. A Terra Indígena Sararé é hoje considerada uma das mais devastadas do país pela exploração de ouro.

Segundo informações do g1, o primeiro confronto aconteceu na quinta-feira (25.09), durante a Operação Xapiri, deflagrada para combater o garimpo ilegal e efetuar a desintrusão de invasores, em andamento desde 1º de agosto na Terra Indígena Sararé. Na ocasião, agentes do Ibama foram surpreendidos por disparos de fuzil de cinco suspeitos ao se aproximarem da aldeia central da etnia Nambikwara.

No domingo (28) e na segunda-feira (29), a PF voltou a se deparar com os garimpeiros e novamente houve troca de tiros. Nenhum policial ficou ferido, mas um homem e uma mulher foram baleados e socorridos. O último confronto forçou a retirada de parte dos invasores da área indígena. Imagens divulgadas pela TV Centro América mostram um o grupo indo embora.

Nos dois dias seguintes, as forças de segurança destruíram motores, geradores de energia, estruturas de apoio e túneis subterrâneos usados na extração ilegal. Também foram apreendidas armas de fogo, munições, grande quantidade de explosivos, minério de ouro e mercúrio.

 

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