Pilotos e comissários da aviação regular brasileira aprovaram nesse domingo (28.12) a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) para o período de 2025/2026, encerrando o risco de greve no setor aéreo a partir do início do próximo ano. O acordo foi mediado pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST).
A proposta recebeu 65,93% dos votos favoráveis, enquanto 32,77% dos aeronautas se posicionaram contra e 1,30% optaram pela abstenção. Com a aprovação, foi automaticamente cancelada a assembleia que poderia deflagrar paralisações nos voos comerciais em todo o país.
O novo acordo mantém cláusulas já aceitas anteriormente e substitui um abono de 14% pela correção das cláusulas econômicas com base no INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor).
Segundo o Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), a mudança representa um ganho real estimado em 0,5% para a categoria. Também foi aprovado reajuste de 8% no valor do vale-alimentação.
"Em votação realizada on-line, nos dias 27 e 28 de dezembro, os aeronautas associados da aviação regular aprovaram a proposta de renovação da Convenção Coletiva de Trabalho para 2025/26, mediada pelo TST (Tribunal Superior do Trabalho). Foram registrados 65,93% de votos a favor e 32,77% de votos contra, além de 1,29% de abstenção. Com a aprovação, está cancelada a assembleia de deflagração de greve", diz nota da SNA.
A negociação envolveu principalmente pilotos e comissários das companhias GOL e Azul, que haviam rejeitado uma proposta anterior e discutiam a possibilidade de greve a partir de 1º de janeiro. Já os trabalhadores da Latam haviam aceitado um acordo em etapa anterior das tratativas.
O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, comentou o acordo em suas redes sociais. Segundo ele, a decisão garante a normalidade dos voos, a segurança dos passageiros e contribui para o fortalecimento do turismo e da economia.
“Não haverá greve na aviação no Brasil. O acordo firmado entre o Sindicato Nacional dos Aeronautas e as empresas aéreas, com mediação do TST, garante a normalidade dos voos e a segurança aos passageiros”, escreveu o ministro.
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