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Parlamentares de MT assinam CPMI sobre fraudes do Banco Master; veja quem são Parlamentares apoiam investigação sobre crimes financeiros do Banco Master
Parlamentares de MT assinam CPMI sobre fraudes do Banco Master; veja quem são Parlamentares apoiam investigação sobre crimes financeiros do Banco Master
06/01/2026 11h07
Por: Redação

Deputados e senadores de Mato Grosso assinaram o requerimento que formaliza a criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar possíveis crimes financeiros envolvendo o Banco Master. O anúncio foi feito nessa segunda-feira (05.01) pelo deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ), vice-líder da Oposição na Câmara.

Segundo a assessoria de Jordy, o pedido já reúne 229 assinaturas — 196 deputados e 33 senadores — garantindo o quórum necessário. Entre os parlamentares de Mato Grosso que apoiaram estão os deputados Coronel Assis (União), Coronel Fernanda (PL), Gisela Simona (União), José Medeiros (PL), Juarez Costa (MDB), Nelson Barbudo (PL) e Rodrigo da Zaeli (PL), além dos senadores Jayme Campos (União) e Wellington Fagundes (PL).

Já o deputado federal Emanuel Pinheiro Neto (MDB) e o senador José Lacerda (PSD) não assinaram o documento.

O pedido da CPMI será analisada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que definirá o relator da comissão. A criação depende do cumprimento de exigências constitucionais, como a adesão de 171 deputados e 27 senadores.

O caso ganhou repercussão após a Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que desarticulou um esquema de fraudes estimado em R$ 12 bilhões, resultando na liquidação do Banco Master e na prisão do empresário Daniel Vorcaro. O banco é apontado como central em um esquema de emissão de títulos sem lastro, uso de empresas de fachada e conluio entre executivos privados e agentes públicos.

O requerimento de Jordy cita ainda a possível ligação do Master com o PCC (Primeiro Comando da Capital) e questiona o envolvimento da mulher do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, Viviane Barci, que teria recebido R$ 131 milhões em honorários por serviços advocatícios prestados ao banco, valor que não foi detalhado publicamente.