
A Secretaria de Estado da Saúde (SES), em parceria do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI-MA), está oferecendo consultas, via telemedicina, nas especialidades de cardiologia e oftalmologia, na Aldeia Escalvado, localizada no município de Fernando Falcão. Os atendimentos têm beneficiado indígenas da etnia Kanela. Nesta semana, foram realizados 31 exames de eletrocardiograma (ECG) e 30 retinografias.
“O direito ao acesso a consultas médicas também está sendo garantido aos povos originários do Maranhão. A telemedicina faz parte de uma das metas do governador Carlos Brandão e já é uma realidade no Maranhão. Ao avançarmos com a execução da telemedicina nos territórios, nós tanto asseguramos uma melhor qualidade de vida aos beneficiados, como reafirmamos que o SUS é para todas as pessoas”, disse o secretário de Estado da Saúde, Tiago Fernandes.
Nesta semana, 44 indígenas foram assistidos na ação, que contou com o apoio de profissionais médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem, tanto da SES quanto do DSEI-MA. As consultas foram realizadas na Unidade Básica de Saúde (UBS) da comunidade, no período das 9h às 18h. Durante os atendimentos na Aldeia Escalvado, os indígenas foram submetidos à triagem prévia como forma de encontrar possíveis alterações no quadro clínico, como traumas, Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) ou problemas de visão.
De acordo com o superintendente de Atenção Primária da SES, Willian Ferreira, a Telemedicina faz a diferença nos atendimentos nas áreas mais remotas. “É um avanço levar todo suporte de uma equipe multidisciplinar e de médicos especialistas, realizando exames para paciente com doenças crônicas em uma aldeia indígena”, destacou.
O Eixo Telemedicina do programa Cuidar de Todos tem como objetivo facilitar o acesso à Atenção Médica Especializada com profissionais em Endocrinologia, Dermatologia, Neurologia, Cardiologia, Oftalmologia, Reumatologia, Ginecologia e Psiquiatria. Além de reduzir o tempo de espera por consultas do tipo, a iniciativa também diminui as redundâncias, desperdícios e retrabalho junto aos pacientes assistidos pela Atenção Primária em Saúde (APS) nos territórios.
As consultas de telemedicina em território indígena continuarão a ser realizadas.