As facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) se juntarão a grupos como a Al Qaeda e o Estado Islâmico na lista de entidades estrangeiras designadas como terroristas pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos.
Em comunicado publicado na quinta-feira (28/5), o secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que CV e PCC "são duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil" e que passarão a ser consideradas terroristas a partir do dia 5 de junho.
A lista de organizações terroristas estrangeiras do governo americano foi criada por Washington há quase 30 anos, em 1997.
A relação já nasceu com 14 integrantes, entre eles o grupo libanês Hezbollah e o palestino Hamas. Desde então, ganhou dezenas de novos nomes e possui atualmente 94 organizações.
Mais recentemente, durante o segundo mandato do presidente americano Donald Trump, também foram adicionadas à lista facções criminosas sul-americanas, como as venezuelanas Tren de Aragua (Trem de Arágua, em português) e Cartel de Los Soles (Cartel dos Sóis) e a mexicana Cartel de Sinaloa.
Confira, a seguir, a lista atual de organizações internacionais designadas como terroristas pelos Estados Unidos.
Desde que a lista do Departamento de Estado americano foi criada, mais de 20 grupos foram classificados como terroristas, mas posteriormente retirados da relação.
Segundo informações da própria pasta, o órgão pode revogar a designação se considerar que a organização não cumpre mais os critérios (por exemplo, deixou de praticar terrorismo ou não representa mais uma ameaça à segurança nacional dos EUA), ou se houve uma mudança relevante nas circunstâncias.
As Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), por exemplo, foram retiradas da lista em 2021, cinco anos após o acordo de paz com o governo colombiano.
Parte do grupo, porém, não aceitou os termos do pacto, e os americanos continuaram a considerar os grupos dissidentes FARC-EP e Segunda Marquetalia como terroristas.
A designação de um grupo como terrorista também pode ser revogada pelo Congresso americano, segundo o próprio órgão legislativo.
Ainda de acordo com o Congresso americano, o Departamento de Estado deve revisar cada um dos integrantes da lista ao menos a cada cinco anos. As organizações também podem solicitar uma revisão judicial em relação à sua designação diretamente aos EUA.