Quarta, 26 de Agosto de 2026

El Niño confirmado: o que o Brasil pode esperar nos próximos meses com a volta do fenômeno

Confirmação da NOAA reforça previsão de mais chuva no Sul, maior risco de seca no Norte e temperaturas acima da média em parte do país

12/06/2026 às 10h30
Por: Redação Fonte: OGlobo
Compartilhe:
Mapa global mostra anomalias da temperatura da superfície dos oceanos; áreas em azul indicam águas mais frias que a média, enquanto tons de laranja e vermelho representam temperaturas acima do normal. O monitoramento é utilizado para acompanhar fenômenos
Mapa global mostra anomalias da temperatura da superfície dos oceanos; áreas em azul indicam águas mais frias que a média, enquanto tons de laranja e vermelho representam temperaturas acima do normal. O monitoramento é utilizado para acompanhar fenômenos

A confirmação do El Niño pela Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês) nesta quinta-feira encerra meses de expectativa entre meteorologistas e abre uma nova fase de monitoramento sobre os possíveis impactos do fenômeno no Brasil. A agência norte-americana informou que as condições já estão estabelecidas no Oceano Pacífico Equatorial e apontou 63% de probabilidade de que o evento alcance intensidade muito forte entre o fim de 2026 e o início de 2027. Ou seja, a discussão agora não é mais sobre se o fenômeno vai acontecer, mas qual será sua intensidade no planeta.

Embora ainda exista incerteza sobre a magnitude final do aquecimento das águas do Pacífico, especialistas afirmam que alguns efeitos já podem ser antecipados com base no comportamento histórico do fenômeno. No Brasil, o principal sinal costuma aparecer na distribuição das chuvas e no aumento das temperaturas.

A tendência mais consistente está concentrada na Região Sul. Historicamente, episódios de El Niño favorecem a ocorrência de chuva acima da média em estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, especialmente durante a primavera e o verão. O cenário eleva o risco de temporais, enchentes, alagamentos e deslizamentos em áreas vulneráveis.

Imagem de satélite mostra aquecimento anormal das águas do Pacífico Equatorial, condição que caracteriza o El Niño; áreas em vermelho indicam regiões com nível do mar mais elevado e maior concentração de calor oceânico — Foto: Sentinel-6 Michael Freilich/Nasa/NOAA
Imagem de satélite mostra aquecimento anormal das águas do Pacífico Equatorial, condição que caracteriza o El Niño; áreas em vermelho indicam regiões com nível do mar mais elevado e maior concentração de calor oceânico — Foto: Sentinel-6 Michael Freilich/Nasa/NOAA

— O El Niño funciona como um pano de fundo que aumenta a propensão para determinados extremos climáticos, especialmente chuva acima da média no Sul. Mas eventos como o do Rio Grande do Sul envolvem uma combinação muito complexa de fatores meteorológicos e hidrológicos — afirmou ao GLOBO a meteorologista Andrea Ramos.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Lenium - Criar site de notícias