
Na última quinta-feira, um incidente grave ocorreu nas dependências do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Mato Grosso (CRECI MT), em Cuiabá, envolvendo o corretor de imóveis Cléo Bagatini e membros da diretoria do conselho. O comunicante, regularmente inscrito no CRECI sob o número 3.777 e delegado do Sindicato dos Corretores de Imóveis do Estado de Mato Grosso (SINDIMOVEIS), deslocou-se à capital para participar da solenidade de entrega de habilitações de sua esposa e de sua funcionária, Selma.
Aproveitando a oportunidade, o corretor agendou uma reunião com o jurídico do CRECI MT para discutir o andamento de processos administrativos relacionados a denúncias que havia feito contra funcionários da instituição por supostas irregularidades. Durante a reunião, que se desenrolava de maneira tranquila, o clima mudou drasticamente com a entrada do diretor jurídico do CRECI, Dr. Miguel Juarez Romeiro Zaim.
Segundo o relato do corretor, Dr. Zaim começou a proferir ofensas, questionando sua moralidade e alegando que ele não deveria ter acesso aos seus processos. O diretor ainda fez acusações graves, chamando o comunicante de “maior picareta da região” e insinuando que ele seria um invasor de terras. A situação escalou rapidamente, resultando em uma discussão acalorada.
Em meio ao conflito, o corretor foi agredido fisicamente. Ele relatou ter recebido um soco na boca, seguido de pontapés, enquanto tentava se afastar. Preocupado com a situação, o corretor começou a gravar as agressões com seu celular. Dr. Zaim, por sua vez, tentou retirar o aparelho de suas mãos e o segurou pelo colarinho, ameaçando chamar a Polícia Federal.
Diante da escalada da violência, o corretor conseguiu escapar e se dirigiu à recepção do CRECI, onde buscou socorro com o presidente da entidade, Claudecir Contreira. A tensão aumentou quando Dr. Zaim entrou na recepção, fazendo acusações de que o corretor estaria armado. Para desmentir essa alegação, o comunicante levantou a camisa, mostrando que não portava arma alguma.
O presidente do CRECI, preocupado com a situação, decidiu chamar a polícia para averiguar os fatos. No entanto, ao chegarem ao local, os policiais não tomaram nenhuma ação concreta ou realizaram apuração das denúncias.
Esse episódio levanta questões sérias sobre a segurança e o ambiente de trabalho dentro do CRECI MT, além de chamar a atenção para possíveis irregularidades que precisam ser investigadas. O corretor, que se sentiu ameaçado e agredido, agora busca não apenas justiça, mas também a proteção de seus direitos como profissional da área imobiliária. A situação evidencia a necessidade de um ambiente respeitoso e seguro para todos os corretores de imóveis, bem como a importância de apurar denúncias de irregularidades dentro das instituições que representam a classe.
Recentemente, o SINDIMOVEIS emitiu uma nota de repúdio às atitudes do advogado dentro das dependências de um órgão federal, ironicamente denominado de "Casa do Corretor". Além disso, o corretor pretende representar o advogado também na OAB e a direção do CRECI junto ao COFECI.
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